Justiça negou medida protetiva de Julia Gabriela um dia antes de atentado em Botucatu

  • 25/02/2026
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Justiça negou medida protetiva de Julia Gabriela um dia antes de atentado em Botucatu

A decisão judicial ocorreu na sexta-feira (20), menos de 24 horas antes de o ex-companheiro disparar contra o carro onde ela estava com os filhos.

O caso de feminicídio que chocou Botucatu e toda a região ganhou um capítulo de indignação nesta semana. Documentos revelam que a Justiça de São Paulo negou o pedido de medida protetiva de urgência feito por Julia Gabriela Bravin Trovão, de 29 anos, apenas um dia antes de ela ser baleada na cabeça pelo ex-companheiro, Diego Sansalone.

A Cronologia da Tragédia

Segundo as informações apuradas, Julia havia formalizado o pedido de proteção devido ao comportamento ameaçador do agressor. No entanto, a decisão judicial proferida na sexta-feira, dia 20 de fevereiro de 2026, indeferiu o pedido por entender, naquele momento, que não havia elementos suficientes que justificassem a medida imediata.

Na noite seguinte, sábado (21), o agressor interceptou o veículo em que Julia estava, no Residencial Ouro Verde, e efetuou os disparos que mataram o condutor do veículo, Diego Corrêa da Silva, e atingiram Julia gravemente.

Luta e Falecimento

Julia Gabriela lutou pela vida por quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da Unesp, mas infelizmente teve sua morte confirmada nesta quarta-feira. O agressor, que chegou a fugir levando o filho do casal, foi preso no domingo (22) e agora responderá por homicídio qualificado e feminicídio consumado.

Repercussão e Questionamentos

A negativa da medida protetiva levanta um debate urgente sobre a eficácia dos mecanismos de proteção à mulher e os critérios utilizados pelo Judiciário em casos de violência doméstica. Familiares e amigos, em meio à dor do luto, questionam se a tragédia poderia ter sido evitada caso o estado tivesse agido preventivamente.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e a rede de apoio a vítimas de violência em Botucatu manifestou profundo pesar, reforçando a necessidade de políticas públicas mais rígidas e ágeis.

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