FAB intercepta avião vindo da Venezuela; piloto lança aeronave em represa e foge após pouso forçado
- 20/11/2025
- 0 Comentário(s)
A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou uma operação de defesa aérea que terminou com a interceptação de uma aeronave bimotor vinda da Venezuela e com a apreensão de cerca de 380 kg de skunk, uma droga de alto valor comercial. O caso ocorreu na região de Presidente Figueiredo, no Amazonas, e mobilizou caças A-29 Super Tucano e equipes da Polícia Federal.
Aeronave invadiu o espaço aéreo brasileiro
Segundo a FAB, a ação começou quando radares identificaram o avião modelo Beechcraft 58 Baron entrando no espaço aéreo nacional sem autorização. A aeronave não respondeu aos protocolos obrigatórios de comunicação, o que levou ao acionamento imediato do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA).
Após aproximação, os pilotos militares realizaram os procedimentos previstos em lei:
- reconhecimento visual;
- sinais de comunicação;
- ordem de mudança de rota;
- comando para pouso obrigatório.
Mesmo assim, o piloto ignorou todas as ordens.
Piloto atira aeronave na represa e foge
De acordo com os militares, ao perceber que seria alcançado, o piloto desceu até a copa das árvores, voou em baixa altitude e jogou o avião dentro da represa de Balbina, numa manobra de pouso forçado para tentar despistar a perseguição.
Assim que a aeronave tocou a água, o suspeito abandonou o local e fugiu pela mata. Buscas foram iniciadas, mas até o momento não houve confirmação da prisão.
Droga avaliada em milhões foi apreendida
Equipes da Polícia Federal, com apoio de helicópteros, chegaram ao ponto onde a aeronave afundou parcialmente e localizaram cerca de 380 kg de skunk — droga conhecida por sua alta concentração de THC.
A carga apreendida é avaliada em aproximadamente R$ 7 milhões no mercado ilegal.
Operação integra ações de fronteira
A interceptação faz parte da Operação Ágata Ostium, ligada ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), que busca combater crimes transnacionais como narcotráfico e contrabando na região amazônica.
A FAB reforçou que todas as ações seguiram estritamente os procedimentos previstos no Decreto nº 5.144/2004, que regulamenta a atuação militar em casos de tráfego aéreo ilícito.
Soberania e segurança
O episódio chama atenção para o aumento do uso do espaço aéreo amazônico por organizações criminosas que utilizam aeronaves de pequeno porte para traficar drogas vindas de países vizinhos, principalmente Venezuela, Colômbia e Peru.
A FAB afirmou que continuará intensificando ações de vigilância para proteger a soberania nacional.






